Sabes tudo sobre distribuição digital?

As receitas da música cresceram em 2018, pelo quarto ano consecutivo, alcançando os 16,8 mil milhões de euros, um aumento 2 mil milhões de euros em relação a 2017. No mesmo ano, as receitas de streaming global cresceram 34% e as receitas de streaming pago 32,9%. Por consequência, as receitas de downloads baixaram 21,2% e as receitas de vendas físicas decresceram em 10,1%.

Estas mudanças na forma de consumo de música estão a transformar o mercado e a modificar a forma como a música é distribuída e promovida.

O streaming é, atualmente, a principal fonte de receitas para os artistas, tendo ultrapassado as vendas físicas em 2017 (fonte:IFPI): vimos as coleções de discos serem substituídas por playlists. O mercado alterou-se e foram várias as transformações necessárias para dar respostas às novas formas de consumo.

Os artistas veem a sua música dar a volta ao mundo em menos de 80 dias, permitindo-lhes chegar a audiências às quais não seria possível em formato físico. A distribuição digital é hoje um veículo fundamental para a construção e “alimentação” de uma comunidade de fãs.

No entanto, os bons resultados e a forma correta de distribuição digital requerem conhecimento, uma vez que existem canais de distribuição que não seguem boas práticas. Os artistas não têm de pagar para distribuir a sua música, sendo a remuneração do serviço prestado pela distribuidora e a remuneração do próprio artista definida a partir dos royalties gerados pelo consumo do produto. Esta é uma boa prática que garante que ambas as partes têm interesse na correta distribuição e promoção.

Além disso, as ferramentas disponibilizadas pelas  plataformas, como veremos em artigos futuros, são várias: Spotify for artists, Apple for artists, etc. e tudo isto requer uma gestão cuidada por parte do artista e/ou editora.

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